Sou um sopro que vaga no tempo,
uma chama que dança ao vento,
não sou começo nem fim,
apenas um eco dentro de mim.
Não busco o norte, nem o sul,
sou estrela sem céu azul,
sou presença que não quer provar,
só ser onda que vem e vai no mar.
Não há pressa em meu pulsar,
sou silêncio a se espalhar,
sem forma, sem nome, sem missão,
apenas sou, sem explicação.
No existir encontro abrigo,
não sou sombra, nem sou grito.
Sou o instante que passa e fica,
sou o vazio que a vida indica.
E se me perguntarem por que,
não há resposta para se ver,
pois ser é tanto, é tudo, é nada,
é só a dança da alma calada.