Feiticeira

DELÍRIO DE EGO

Prende-me a ti, com braços imaginários, mas que me encontrem!
Que me abracem, sem pudor, mas com desejo!
Beija-me com lábios quentes, e com língua de mistério, que me provocam sabor a dois!
Procura-me a intensidade, e intensifica os labirintos que custam a transpor!
Tanta coisa para te dizer, mas as palavras não saem, e a caneta não escreve. O papel torna-se uma barreira intransponível, para os sabores que, por vezes, nem sei se conheço, ou se me pertencem!
Vidas únicas a saberem a duplas, e duplas num constante vai vem, de procuras, para colmatar o desperdício do existir sem nexo, e sem maresias matinais. Aquelas sabes, que nos convencem que o mar tem peixe, e gaivotas, na busca do sustento!
Barreiras de vidas acostumadas a ritmos baixos, e frequências sem som!
Escolhas! Permissões!
Delírios de ego, e ego em delírio!
Por isso, e sem mais afins...
Prende-me a ti, nos teus braços!

 

FEITICEIRA