mar, deixa eu nadar nas tuas ondas, mergulhar nas tuas águas e me afogar em ti, despida de toda vertigem
e de tudo o que finjo ser,
pois ser eu é a coisa mais fácil com você.
pela coragem que a(mar) me traz, a profundidade não me assusta.
que o mergulho tire de mim
o que nunca me pertenceu,
que o mar me receba
e me abrace.
e, quando eu voltar à superfície,
que eu já não seja a mesma.
que o sal leve embora o que doía e deixe em mim
apenas o que sabe
permanecer.