São seios, mamilos que flutuam ao vento
Enquanto correm as ninfas divinas
Pelos campos das Terras de Ninguém
As vezes perdidas... ás vezes encontradas...
Não enganam
Nem elas sabem o que têm
São flores nos cabelos
Flores em colares
Nas notas de suas canções também
São ninfas santas
Não machucam a ninguém
Quando um homem ali se perde
Elas fazem suas danças
Belos rituais de boas vindas
O seu trabalho é fazer o céu existir
São tantas bocas juntas sobre ele
Em cadência e pura ordem
Sob um ritmo
Que as suas entidades matriarcais
As Deusas tocam
E só param quando veem o homem expelir
O que para elas é bênção sagrada
E um presente
Que recebem com honra
Agradecendo ao Sol
Rodopiando e saltitando
Entoando novas canções
Depois tratam o homem
Com carinho
Lhe dão um longo banho
E pequenos beijos
Olhando com admiração
Isso vai até chegar a noite
E o homem se re-erguer
Em plena luz da lua
Elas o experimentam
uma a uma, sempre em ordem
o colocam entre seus doces lábios
Mas o gosto final, jorra numa bacia
E a mais bela de todas quem bebe
Feito bebida sagrada
Assim mantendo o equilíbrio
E as canções de todas as outras
Dando continuidade ao Paraíso
E enfim o homem é levado
Até a sua estrada perdida
Que o leva de volta ao seu lar...
-Sonhador do Veludo Azul
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