Como um livro sem páginas, em branco,
Sem memória ou história em seu barranco,
Sem nenhuma emoção transfigurada...
Sinto a alma tão turva e entrecortada
No abandono das cores cintilantes;
Meu coração... um eterno navegante
A flutuar em ondas douradas!
Quando busquei o amor entontecida,
Achei a dor pungente e enlouquecida
Nas míseras esmolas de um engano;
Quando afugentei a vida em desespero,
Lancei-me ao precipício com exagero...
Diante das faces frias do profano!