Por sessenta anos ele onde ele morava
naquela rua que caminhava quando criança
do outro lado da estrada havia um terreno que a família não usava
a família, rica, abastada., quando menino não o faltou nada.
com um fascino pelo verde e o brilho que enxergava entre musgo e a mata
reflexo do sol naquelas folhas molhadas..
decidiu que plantaria lindas cerejeiras naquelas terras abandonadas.
Toda vez que voltava da escola para casa, juntava mudas ou sementes que acho que não so mato, mas uma floresta ali ele criaria um dia.
Seu pai, quando morreu e ele com 17 anos, deixou a terra com um plano.
\"Construa um prédio, alugue e não passe aperto filho. esse é meu ultimo desejo.\"
mas aquela floresta que construiu desde os 6 anos, quase mística se tornara.
floresta privada, seu eden do outro lado da estrada.
viveu de forma simples, por anos enquanto aquela pequena floresta cultivava.
ate algumas frutas cresceram, amava ver os pássaros montando ninhos e os joão de barro casas
a casa do outro lado da estrada, agora velho, parecia mais simples mais pequena do que lembrava quando criança
mas a floresta mistica não aparentava ter mudado nada.
um dia, a noite enquanto dormia ele via que uma luz estranha atravez da janela iluminava.
cansado do dia anterior ele fechou as cortinas e novamente deitou.
quando acordou de manhã, um vizinho, jovem mais novo o contou.
um homem bebado naquela rua passou e por algum tipo de rancor de bebado, uma garrafa de álcool ateou.
a floresta virou cinzas. não restava mais nada.
o velho que ja não tinha muitas forças caminha cabisbaixo, ele riu da ironia enquanto os vizinhos se lamentavam.
velho louco da floresta agora colhe cinzas na estrada.