Percebo e reconheço
Sou infinito
Sou perito em sofrimento
Sou gênio em amar
Sou burro em me cuidar
Me procuro em obras
Nessa semana mato cobras
Recebo apenas as sobras
Para vencer faço manobras
Difíceis dobras
Ainda não sou eu
Preciso me procurar
Em algum dia irei me achar?
Meus pensamentos a me guardar
Pessoas que almejo salvar
Eu não estou nessa lista
Cai sozinho na pista
Pra me distrair leio a revista
Jovem raro é artista
Ambição maior que ativista
Herói trágico
Coração vazio
E vadio
Minha alma num terreno baldio
Dores que eu desvio
Meu erro é achar que
Consigo preencher o infinito com finito
E pra tentar esvaziar eu deixo tudo escrito,
Mesmo aflito
Tento deixar o mundo bonito
Saudades de um abraço forte
As palavras machucam mais que um corte
Mesmo elas podendo ser lindas
Mentiras existentes
Diálogos deprimentes
As vezes meu melhor amigo
É o ar das ruas
O vento está comigo
O tempo está como um inimigo
O mundo está como escritor
Plano de dor,quero dar cor
Ainda corro ao entregar a flor pois
Me forcei a raridade
Pra não me perder pela cidade
Desses esnobes vazios quero privacidade
A forte verdade é que serei infinito
Amarei o amor
Cuidarei de quem precisar da empatia
Como os humanos de barro
Seremos infinitos
Porque procuramos o infinito do universo?
Se podemos observar o quão infinito nós somos
O quão branco e preto este local é?
Venceremos o caos e a confusão de lá
Seremos verdadeiros
Em nossa ação fervorosos
Negar a cobra,negar a maldade
Em um novo conceito
Seremos imperfeitos mas em raro efeito.