O vento soprou forte,
E me agarrei a uma árvore,
Grande e frondosa,
Mas não estava segura ali,
Pois as raízes não eram profundas,
Ou seja, eram curtas e expostas à superfície.
Pensara que estava pronta,
Pensara que poderia sair e falar de Ti,
Mas mal sabia que,
Não era o tempo afinal,
A fase era pra leite e não pra carne.
Fui tola e imprudente,
Fui inconveniente e desobediente.
A paisagem era linda,
Linda e deslumbrante.
Nunca vira algo semelhante a ela,
Mas que inocência da minha parte.
É claro! que não existia uma igual a ela afinal,
Era um holograma, uma miragem, algo que,
Funcionava como distração para,
Tira-me da tua presença incomparável.
Confesso. Confesso que,
Olhando e,
Com um desejo desenfreado de tudo tocar,
Acabei por me separar das demais ovelhas e,
Agora estou aqui: perdida e com bastante medo.
Medo de não mais voltar a vê-lo.
Perdoa-me, Pai.
Perdoa-me, porque me deslumbrei com a paisagem.
Não que eu queira me justificar,
Mas o mundo oferecia-me facilidades
Que maquilhavam uma débil felicidade
Que enfraquecia, na verdade,
A nossa intimidade.
Peço-lhe perdão, meu Deus,
Porque pequei contra Ti,
Pequei, pois lhe fiz passar vergonha.
A minha fase era pra leite e não pra carne e,
Não aceitando essa verdade,
O inimigo brincou comigo,
Usei do mundo e, automaticamente,
Tornei-me desobediente a Ti.
O vento soprou forte,
Quero dizer,
Me deslumbrei com as facilidades do mundo
Que, por um segundo, fiquei separada das demais ovelhas,
Mas, por Amor a mim e a Tua palavra,
De mim não desististe, tanto que,
Me procuraste, encontraste e nos teus ombros me carregaste.
Hoje, os céus, as demais ovelhas e eu,
Celebramos a Tua misericórdia, que são nova todos os dias e enche o nosso coração de alegria.
Pensara que estava pronta,
Pensara que poderia sair e falar de Ti,
Mas mal sabia que,
Não era o tempo afinal,
A fase era pra leite e não pra carne.