Ah, se pudesse ao tempo regressar,
Voltar à juventude tão fugaz,
Reencontrar no vento o doce ar,
Dos sonhos puros, da alegria audaz.
A energia em cada novo dia,
O brilho intenso em cada amanhecer,
Os risos soltos, a alma que fervia,
E os braços de quem nunca quis perder.
Os entes que partiram, tão queridos,
Seriam novamente meu abrigo,
Revivendo abraços há muito perdidos.
Mas o relógio impõe seu desabrigo,
E só nos resta em sonhos comovidos,
Viver no coração o tempo antigo.