No vão de tuas pálpebras sombrias,
E em meio ao teu olhar enigmático,
É onde prostro o meu anseio apático
De crer na insensatez das alegrias.
Supondo que macabras fantasias,
Dum solitário moço sorumbático,
Que desprezou o tal sorriso sádico
De seu Destino atado às letargias,
Recriariam mil sonhos defuntos,
E no caminho nos poriam juntos,
Daquelas Almas bem-aventuradas...
Que ao êxtase Fantástico da vida,
Renascem qual a Fênix consumida,
Para a unção das bestas expurgadas...
( Queiroz Filho )