Rodrigo Melo

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA INTERNA

Não julgo,

sei que cada pessoa é um mistério, um mundo,

que não cabe em um mísero rótulo.

Faço o meu melhor de graça

e não espero nem cobro nada de ninguém;

ninguém é obrigado a nada para comigo.

 

Se vejo algo magnífico, de grande impacto,

sinto o impulso de pegar o celular para registrá-lo,

mas me contenho; vivo o momento.

Prefiro registrá-lo nas minhas lembranças;

aproveito cada circunstância.

 

Valorizo o esforço para imaginar

em vez de criar com a IA.

Busco tirar as dúvidas num livro;

sei que preciso treinar minha mente,

em vez de apenas recorrer à internet.

Crio, a lápis, minha própria poesia,

estimulando-me a criações originais.