gabas

Fenecimentos Imemoráveis

Gradualmente minhas memórias somem

Aquelas tristezas que doem

Fogem sem o meu pensar

Sinto minha consciência livrar

 

Memórias que antes machucavam

Agora não me afetam

Pequenas luzes no fim

Que soltam pedaços de mim

 

Afinal, de que é um homem sem memórias?

Um corpo sem alma, um que só restam escórias

A memória do homem não é parte dele

É por definição ele

 

Esquecer-se destas,

Maldição ou graças?

So devo saber na fatídica hora

Em que o mundo vos devora