A Cultura do Desconhecido
A gente mora no ponto de interrogação.
Come incerteza, bebe madrugada.
Chama de sinal o que é coincidência,
e de destino o que é só estrada.
Não tem manual.
Tem presságio.
Não tem promessa.
Tem miragem.
E mesmo assim a gente planta
flor no terreno baldio do amanhã.
Porque se tudo fosse sabido,
que graça teria o coração?