Gino, Sinvaldo de Souza

A Cultura do Desconhecido

A Cultura do Desconhecido

A gente mora no ponto de interrogação.  
Come incerteza, bebe madrugada.  
Chama de sinal o que é coincidência,  
e de destino o que é só estrada.

Não tem manual.  
Tem presságio.  
Não tem promessa.  
Tem miragem.

E mesmo assim a gente planta  
flor no terreno baldio do amanhã.  
Porque se tudo fosse sabido,  
que graça teria o coração?