Me deixaste à deriva no mar e tentaste me afogar. Agora sopras os ventos na esperança de me ver perdida em meio à tempestade.
Fizeste nascer ventanias no meu peito e espalhaste rajadas pelos meus pensamentos, bagunçando tudo o que antes era calmaria.
E tudo isso porque te ofereci abrigo no meu amor, um lugar seguro para pousar as asas cansadas e descansar a alma.
Fui sereia em teu oceano, canto suave em tuas noites mais escuras. Mas, entre a profundidade dos meus sentimentos e a superfície das ilusões, tu preferiste as piranhas.