PREFÁCIOS E EPÍLOGOS
Dou conta do que já sou
Vivo a solidão
Não a solidão que dói
Mas a que me restou.
Vivo o limite do que fui
E o que fui hoje não sou
Porém prossigo
Caminho e vou
Mesmo que o destino seja o epílogo
E o prefácio me trouxe agora aonde estou.
Toco nas minhas rugas
E entendo o que elas são
São as gavetas preciosas
Mas não são fugas
Realidades que ainda vivem
Mesmo que silenciosas.
Não choro pelo que passei
Nem lamento pelo que passo
Prefácios existem
E epílogos são o regaço.