Vinícius Almeida

Labirinto mental

A verdade é que eu não aguento mais,

não aguento mais me perder nesse labirinto mental.

Quanto mais procuro a saída, mais penso

se não seria mais fácil dar a despedida.

 

Fingir? Eu tô cansado.

A dor estampada no meu rosto já virou normal.

Mas quando eu olho pra trás, percebo que não faz sentido:

uma despedida não apagaria tudo que eu já vivi.

 

Porque apesar da dor que hoje insiste em ficar,

eu já fui alguém que sorria sem precisar disfarçar.