A verdade é que eu não aguento mais,
não aguento mais me perder nesse labirinto mental.
Quanto mais procuro a saída, mais penso
se não seria mais fácil dar a despedida.
Fingir? Eu tô cansado.
A dor estampada no meu rosto já virou normal.
Mas quando eu olho pra trás, percebo que não faz sentido:
uma despedida não apagaria tudo que eu já vivi.
Porque apesar da dor que hoje insiste em ficar,
eu já fui alguém que sorria sem precisar disfarçar.