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INTERLÚDIO

Ficou tempo demais encarando os próprios erros.
Como quem espera que uma porta velha
finalmente diga para onde ir.

O mundo nunca prometeu sentido.
Segue tropeçando nas próprias pernas, e a
gente vai junto.
É cômico, é triste.

O alívio é simples: os erros só continuam
respirando pelo fôlego que a gente insiste em
dar.
Eles não têm vida própria.

Soltar não é vitória.
É só a decisão de não carregar o que já deveria
ter caído.

Um passo, depois outro.
Meio sujo, meio torto.
Mas livre o bastante para seguir.