A vida é um sopro, um breve caminho,
Um passo incerto, um toque tão fino.
Caminhamos na brisa, tateamos o chão,
Com sonhos na mente e dúvidas na mão.
Cada instante é um raio que vem e se vai,
Um verso fugaz que o tempo retrai.
Entre risos e lágrimas, seguimos a dançar,
Sem saber quando é hora de enfim decolar.
A morte, serena, não é o final,
É o voo sublime, o corte do astral.
Não há despedida, mas um recomeço,
O infinito nos chama num doce apreço.
Deixamos aqui as marcas do andar,
Nas flores que abrimos, nos cantos do lar.
Mas as asas se abrem no vento divino,
Levando-nos longe, ao eterno destino.
Se a vida é incerteza, a morte é certeza,
Um salto no cosmos, na pura beleza.
Não há que temer o que está por vir,
Pois viver é aprender, e partir é sentir.