Às vezes, sinto-me vencido,
Diante dos amores que se foram,
Diante dos passos trêmulos da idade,
Perdido no labirinto da saudade.
Assalta-me, por vezes, essa dor,
Ecoando pelas tristezas silenciosas.
Sombras e ironias do passado,
são desilusões nutridas pelo tempo.
A noite traz insônia e desordem,
Uma angústia que aperta meu peito.
Tristezas que persistem em gravitar,
Ecos lúgubres que insistem em ficar.
Sinto o sopro do tempo em minha face,
entre velhos sonhos naufragando.
Deixo-me ir na correnteza dos dias,
Sorvendo o resto das minhas alegrias.
Absorvo meus devaneios e tristezas,
Entre infortúnios, ciladas e desamores.
E, quando a madrugada enfim me alcança,
Refugio-me no tempo, entre lembranças.