A ansiedade no amor
Há um silêncio que pesa mais que palavras,
um intervalo entre mensagens
que parece durar estações inteiras.
O coração aprende a contar minutos,
a inventar histórias,
a procurar sinais onde talvez exista apenas o acaso.
Amar, às vezes, é caminhar sobre névoa:
queremos certezas,
mas encontramos apenas passos,
um depois do outro,
sem saber exatamente onde termina o caminho.
A ansiedade veste-se de perguntas:
“E se não sentir o mesmo?”
“E se se afastar?”
“E se tudo o que sonhei
for apenas um eco dos meus desejos?”
E, no entanto,
é também nesse espaço incerto
que o amor revela a sua coragem.
Porque amar não é possuir respostas,
nem controlar destinos.
É abrir a porta do peito,
mesmo quando o medo bate primeiro.
E quando a ansiedade aperta,
como uma tempestade dentro do peito
Então respiramos esperança,
entre dúvidas e afetos,
e seguimos.
Porque, apesar de todos os receios,
continuamos a escolher amar —
esse belo risco
de entregar o coração
a algo maior do que o medo.
Coração nosso que é belo até no amor
Mas que carregará grande dor