Bati a portas que já estavam trancadas.
Insisti em mensagens que sabias ler e apagar.
O realismo da vida bate cedo ou tarde:
quem muito se ausenta, aprende a fazer falta, e quem muito espera, cansa-se de esperar.
Foi um desperdício de tempo e de afeto, construir um teto sobre a tua areia movediça.
Coletei desculpas que o tempo desfez,
aceitei o pouco como se fosse tudo,
mas a verdade é que, se precisa de implorar para ter atenção, o diagnóstico é claro e o esforço é mudo.
Nenhum amor sobrevive a falta de retorno, vira apenas pressa de ir embora.
Romper o ciclo traz o chão de volta,
não há heroísmo em naufragar sozinha,
há apenas a pressa de voltar a mim.