Algumas vezes, me sinto ridículo,
Diante dos meus amores fracassados,
Diante dos tremores da minha idade,
Desalentado com minhas perplexidades...
Muitas vezes assalta-me essa embriaguez,
Essas paredes sonolentas, essas ironias.
Ah, vagas saudades que me assaltam!
Essas desilusões que o tempo alimenta...
Muitas noites insones me consomem,
tantas angústias ruminam entre remorsos.
Gravitam em mim essas tristezas persistentes,
Alimentando esses ecos lúgubres, vagos.
Sinto o riso do tempo em minha face
Ao ver meus velhos sonhos naufragados.
Muitas vezes, deixo-me levar por esses tempos.
Sorvo as pequenas coisas que me restam...
Absorvo as minhas tristezas e devaneios,
Entre infortúnios, ciladas e desamores!
A noite traz reflexões e meus fantasmas,
refugio-me entre sombras do passado...