Anjo de prata
Descendo em tapete solar.
Segura espada, também de prata,
Que reflete fúlmens a todas direções.
Perfeito
Perfeito, perfeito, perfeito.
Mas, perfeito só há
Quando imperfeito não é.
E, por coincidência, imperfeito tudo é.
Para provar esse ponto,
Jogam flechas no anjo.
Perfuram a prata,
E sombreiam os fúlmens.
E o anjo sangra,
E o sangue é dor,
E o anjo dói,
E a dor é flecha,
E o anjo flecha,
E a flecha é anjo,
E o anjo é anjo
E a espada cái
E, de repente,
Anjo nada é.