Sem nem mesmo saber o que era, amou
como quem não quer nada em troca,
se fez passar de lúdico ao mais idiota,
e quem com risos riu, com lágrimas chorou.
Eis que de sôfrego não sofreu em ardor!
Este não lamentou a sorte ríspido,
primeiro socorreu o amigo antes íntegro
depois da mágoa de seu primeiro amor.
O idiota que, ainda convivido em amargor,
não deixou que hostes como o desamor
o impedisse de tentar de novo outro enredo,
veio com muita dor em versos sentimentais
ouvir os que não agem porque pensam demais
e abraçar as carnes dos que estão com medo!