Diógenes Fabricius

Ansiedade

Bolhas ácidas no meu estômago 

Um vento assombroso em meu peito 

Eu quero me manter de pé

Mas é de joelhos que você me quer

 

O horário me chama

É hora de performar 

Remédios para suportar

Eu te obedeço com cada pulsar

 

Encontros do acaso

Conversas para mascarar 

Estou me dando bem nesse papel

No meu ouvido você continua a gritar 

 

A rotina sustenta meu edifício 

Agora você escorre nas minhas mãos

Seria uma infância negada?

Seria um hormônio desregulado ?

Eu acho que vou chorar.