Sempre dizem o peso, a penitência,
daqueles que ferem e estão a ferir
ao léu, mas penso no modo a refletir
o jugo que carrego por consequência.
De toda fala comprimida, encanta
todos versos de amor num só canto,
mas não pensei em dizê-los, entanto,
os que inda hoje estão presos na garganta.
Eu era apenas um pobre garoto, leigo
ao ponto de duvidar deste amor; sujeito
ao eterno talvez que permeia o que vivi.
Desculpe-me, não fiz o que me pediste,
e agora sonho declamar em versos tristes
todas as cartas de amor que te escrevi!