Existe um lugar, no fim de tudo
e mesmo assim no começo de um infinito,
Lá onde promessas são revogadas,
almas encontradas...
Onde o barqueiro não cobra moedas para nos levar.
Existe esse lugar , tão meu,
tão seu,
tão nosso e fora de controle!
Onde o mar acaba em cachoeira
e a sua conduta não é importante,
os meus princípios são insignificantes
e o emaranhado de nós é firme, caro e saborosamente selvagem.
Cada segundo é uma eternidade de questionamento,
de outros questionamentos
em respostas claras no toque da pele.
Onde os espinhos são imperceptíveis e nos cobram gotas,
de sangue e sanidade,
ao passo que nos aproximamos,
de forma que faça parecer que sangrar até a morte
não seja tão ruim assim.
Enfim, talvez aceitar o preço seja a forma de amar mais pura.