Também danço com eles em casa. Entram nas minhas loucuras sem hesitar, como quem sabe que a alegria mora nos gestos mais simples. Rodopiamos entre gargalhadas, inventamos passos sem nome e, por momentos, o mundo fica do lado de fora.
É nesses instantes que percebo que a infância nunca nos abandona verdadeiramente; apenas espera que lhe abramos a porta. E talvez a felicidade seja isso mesmo: ter a coragem de voltar a dançar como se o tempo não existisse.