Jorge E. Leal

Oia Helena

Oia Helena

 

Jorge E. Leal

 

O eu ou dessa poesia que sou,

Ora uma flor bela és meu porvir.

Sei não se hoje nem eu me vou,

Para talvez o amanhã dessa partir.

 

Do ontem o refém me revela,

Imagens ou sons de um sim.

Pintados a mão tua aquarela,

Ânsia que contém o meu jardim.

 

Cenário de um quadro tão – Oia,

Santo em doces lembranças vãs,

E nos olhos de Helena uma Joia.

 

Um sapo em ato de rebeldia espraia,

Gritou alto e o choro de velhas anciãs,

No tempo em que a voz valia a vaia.