Ela olhou e sorriu, com a tristeza funda e desesperada de quem não entendia como as coisas haviam se perdido de vista.
Ele olhou, mas não sorriu. Seu corpo, gélido e trêmulo, era o de quem compreendia que, naquele instante, o tudo e o nada se misturavam em lembranças que jamais existiram.
O começo e o fim entrelaçados entre dúvidas e certezas.
O amor se esvaindo em indiferença, a amargura sobressaiu à tristeza.
A esperança e a ilusão dividindo o mesmo espaço.
E, no silêncio instaurado pelos pensamentos ruidosos de frases nunca ditas, a vírgula se tornou ponto final.