Prisioneiro do meu passado
Entre turbilhões de angústias,
Sigo com minhas lembranças,
tantas saudades e ausências...
Saudades dos teus beijos quentes,
Nessas noites frias de outrora...
Das imprudências nos dias de astúcias.
Ah, essas noites de leito partilhado!
Agora essas noites insones, essa solidão.
Tantos portos que deixei nessas viagens,
Tantas desmedidas emoções, ilusórios sonhos.
Efêmeros dias me absorvem nessa tristeza...
Na penumbra da tarde que se deita
Perco-me, sem despedidas, sem rumo.
Rendido, vagueio entre sombras e infortúnios.
Construo doces mentiras, nessa contemplação.