Vivo algo que não existe, ou que talvez não seja tão real quanto a realidade que projetei. A vida, marcada por violência e tortura, trouxe-me a beleza de ver as coisas de outra forma — uma visão que poucos suportariam.
Talvez seja hora de desistir. O corpo está dormente, os sentimentos tornaram-se superficiais e os desejos são pura incoerência. O mundo já não tem tanto brilho, nem a mesma perseverança de antes; as coisas perderam o sentido.
Cercada por pessoas que se julgam donas de tudo, sinto-me doente, contaminada por uma humanidade podre de palavras que machucam. O coração está ferido e já não tem forças para insistir em coisas que não vão mudar.