Fábio Alves Leão

SUOR E DESEJO

Na academia, entre olhares sutis, 

Os corpos deslizam, desejos febris, 

Um toque de leve, um calor no ar, 

Sedução que cresce, difícil calar.

 

Nos cantos ocultos, segredos a dois, 

Sorrisos que falam, sem precisar de voz, 

Fantasias se acendem no suor e na dor, 

Amores proibidos, envoltos em fervor.

 

Cada movimento é um jogo arriscado, 

Entre pesos e ritmos, o peito apertado, 

O limite se quebra, a vontade seduz, 

No escuro da sala, o desejo conduz.

 

Na academia, o suor se mistura, 

O corpo estremece em pura loucura, 

Olhares famintos, pele a vibrar, 

O desejo é brasa, pronto a queimar.

 

Mãos que deslizam, sem medo ou pudor, 

No peso do toque, explode o calor, 

Coxas se encostam, disfarçam a tensão, 

Na dança do risco, a provocação.

 

Os sussurros no canto, promessa velada, 

Lábios tão próximos, respiração acelerada, 

O ritmo acelera, a pele ferve enfim, 

Amores proibidos, um prazer sem fim.

 

Entre espelhos e sombras, o jogo é real, 

Sedução que domina, um toque fatal, 

Nos corpos suados, o desejo é furor, 

Academia é palco para o proibido amor.

 

Mas no fim do treino, o corpo cansado, 

Esconde o que sente, o amor disfarçado, 

Na academia, entre sombras e suor, 

Ficam os segredos de um toque maior.