Personagem: O louco poeta.
Meus dias tem se arrastado,
O amor é escasso.
As pessoas dizem que eu devo ama-lá,
Meu coração o mesmo já não diz.
Ele grita e transborda o que já não pode sentir.
Não quer mais machucar ninguém.
Eu sei que meu coração está certo, pois meu cérebro também vê isso.
Nossos sangues foram destinados a mortes diferentes,
Destinos cruzados não criam uma história de amor.
Tudo que aconteceu foi o puro acaso,
De um simples laço de amizade feito no passado.
Se disso nascer um pé de amor, comigo não vai ser.
Minhas raízes firmei no chão!
Não vou me matar de amores por uma paixão.
Desculpe minha indecência, mas agora vou dizer...
Estou bem FODA-SE pra você!
Quero não cruzar com você na avenida,
Mesmo sendo minha vizinha.
Não que eu te odeie,
Mas eu quero meu tempo,
Pra te odiar.
Pra chorar e dizer...
FODA-SE VOCÊ!
— A narradora.