Criamos uma visão que aquilo que é cotidiano permanece;
Rotinas, família, amigos e sentimentos;
Como coisas que mesmo mudando, sabemos onde vamos parar;
Porém, a vida é um conjuto de desalentos que precisamos sustentar;
Talvez gostamos de ciclos pois nos dão a falsa sensação de infinitude;
Mas quando a roupa preta sai do armário o mundo percebe uma ruptura;
O infinito é a coisa mais finita que existe
Aproveite enquanto tem pois a falta é a dor mais palpável existente;
A dor de um poeta é sentir sua fala capturada, seus sonhos quebrados e sua escrita amaldiçoada;
Agradeça sua liberdade, agradeça quem faz sua vida parecer cíclica;
Mas saiba que perder a fonte de quem te representa dói mais que o nosso finamento
Suas palavras reverberam então quando seus ciclos parecerem finitos;
Lembre que isso mostra que você chegou no fim de mais uma história vívida.
Atenciosamente: morte do poeta torturado.