Jefther Carvalho

Acrastura

Não sou divino o suficiente para recair sobre os meus desejos. Entre um olho danificado e o límbico, atiro no seu peito. 

Quartas famintas perfeitas, toscos lombares temerosos, cipós sobre o cansante lobo.

Quarteto cantante riscado os tamborins, traz o olho que curia entre as pernas de uma meretriz.

 

Essência genérica judiada por baixo do véu fino e caro. 

Captura de Deus para seu jardim, complexado predador inocente e discente, plebeu ante eu.

Corrida dourada, carro de cinza à clara vestimenta. 

Me junto aqui, em reabilitação do teu veneno, puto dragão, lava as mãos em meu sangue juvenil.