Noites e noites, no meio do Louvre, entrando pelo arco do triunfo
A chama queima rápido, pavio aceso, fogos de artifício
Momentos e momentos, nenhum deles preencheu o meu vazio
De verdade, me senti no vão, em vão, me deixe queimar meus sonhos um pouco mais
Olhando de dentro para fora, ainda não estou no modo sério
E eu tenho andado evitando conversas desnecessárias
Difícil descrever o que se passa por dentro da mente
Sem um modo de vida específico, tenho andado no escuro por mais tempo do que imaginei
Silêncio, dentro, muito barulho, por fora
No mundo que preciso provar meu valor, mas não estou afim de botar uma etiqueta
O fim será o mesmo, não quero buscar o sentido no meio das ruas
Tenho visitado a igreja todos os dias, esperando que Deus tenha piedade de mim
Sem cara metade, sequer tenho alguma metade, cortado mais que minha metade
Cortes, fotos, molduras, sem traços, sem cores
Ainda lembro do que ela me disse, ainda lembro da filosofia e todo papo furado
Mostre lados que nem eu sabia que tinha, sou um trabalhador cansado
Adicto, sem meia nem beira, cortando a dopamina, acabou a minha serotonina
Queima e queima dentro de mim, só que sem fumaça nem calor
Ainda não estou no modo sério, escapando da minha própria saturação
Sem lágrimas, gritaria, raiva ou qualquer outra coisa...