No silêncio antigo das pedras,
o tempo aprende a respirar.
Cada fenda guarda um nome,
cada sombra, um lugar.
Mãos tocam a memória,
olhos procuram o céu.
Entre as frestas, pequenos papéis
carregam esperanças como mel.
Ali, o vento não responde,
mas leva consigo a oração.
Não promete apagar a dor,
apenas acolhe o coração.
O muro não fala em voz alta,
e ainda assim sabe escutar.
Recebe lágrimas e sorrisos,
sem escolher quem vai chegar.
Pedra sobre pedra, século após século,
permanece firme a lembrar
que a fé, quando encontra a esperança,
sempre descobre um jeito de continuar.