É o instante em que tudo desaba sem aviso.
É a fenda rasgando o meio do fingir.
É sangue quente desenhado em curva,
que o tempo não consegue apagar.
É a verdade nua, sem escudo.
Doce porque não pede permissão.
Não tem luz. Não tem final feliz.
Tem ruptura. Tem estrago. Tem peso.
É quando o que apodrece por dentro
desaba de uma vez.
Doce não pelo que encanta.
Doce pelo que liberta.
Por rasgar a espera
e entregar o agora sem máscara.
E depois... o corte.
Aberto. Limpo. Sem volta.