Paixão é avassaladora, não é tão forte quanto parece;
é cega e egoísta, tropeça nos próprios erros e não vê.
Dura no máximo três anos.
Daí em diante, o amor começa a engatinhar.
Brigas e discordâncias são mais frequentes.
Os erros estão às claras.
As personalidades de ambos se chocam constantemente.
O que fazer?
Sentar e conversar, perdoar, ceder, passar a vez, abrir mão da razão,
deixar o amor dar os primeiros passos.
É doloroso, mas ele vai dar pisadas firmes no futuro.
Alguém se esconde para chorar, tem medo de mostrar suas fraquezas.
Outro omite assuntos relevantes; o casal entra em crise nas descobertas infortunas.
Um pensa em divórcio, mas tem medo do resultado.
O outro se sente esgotado e sem forças para continuar.
Qual a solução?
Até que a morte nos separe!
Um dos dois tem que morrer para o outro ficar livre.
Mas quem vai querer morrer?
Ah! Tem o divórcio.
Mas por que se divorciariam?
Porque um gosta de música alta e o outro de música baixa?
Porque um suja todas as roupas e não as coloca na máquina de lavar?
Porque um quer ir para um lugar e levar seu amor, e o outro não quer ir?
Por causa da diferença de idade?
Por não serem compatíveis na cama?
Ou será traição?
Mentiras?
Segredos?
Falta de confiança?
Interferência da família?
O amor não pode vencer tudo isso?
Os votos diante do sacerdote e das testemunhas não valeram?
“Prometo amar, respeitar, confiar e perdoar você.
Caminhar ao seu lado na alegria e na tristeza,
na riqueza e na pobreza, na felicidade e no sofrimento.
Que permaneçamos unidos com humildade e companheirismo
até o fim dos nossos dias.”
Será que o amor, que agora anda sobre seus próprios pés,
não é tão forte que possa segurá-los aqui
até que a morte venha separá-los?
O divórcio seria uma opção na traição e
quando um dos dois não deseja continuar.