Giovanni Di Sforza

Civilitas Aurea

Avendo conquistato il mondo, volle conquistare se stessa, e conquistando se stessa, affinché nulla rimanesse invincibile, giace, nella Roma sconfitta, Roma, la vincitrice...
- Janus Vitalis 

---------------------------------------------------------------

Sob o cerúleo céu, ante o dourado sol,
Das nuvens abaixo, co’a brisa mais leve,
Surgiu o estandarte – quase o rubro arrebol¹,
De um sangue mais belo, mais puro e leve...

A neta de Vênus, que um dos grandes gerou²,
Do delito nasceu, desde quando o gládio
Do furioso irmão³ tornou-se apanágio,
Do nome único que a História perpetuou... 

Seja do Pó às sulinas gregas ilhas,
Que o mar Tirreno banha - marés aflitas,
Das terras ítalas às pólis samnitas:
Todas do romano jugo foram filhas!

Ao Ocidente foi  - luz que não se apaga,
Pro Oriente...  - uma mão que, jamais vencida 
Fez temer as falanges mais aguerridas,
Enquanto em riste brilhava sua espada!

 

Continua. 

 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------

¹Referência à cor rubra da bandeira romana, adotada em meados dos primeiros séculos, como alusão ao assassínio de Remo por seu irmão Rômulo, fundador de Roma. O vermelho, do fundo, simbolizaria o sangue da vítima. Não há evidências históricas ou mesmo teorias que abordem esse assunto; sendo, portanto, com a devida vênia, uma simbolização do autor.

²Referência à crença de que Eneias, guerreiro lendário, após a guerra de Troia, estabeleceu-se na península itálica; séculos mais tarde, Rômulo, descendente de Reia Sílvia, por sua vez descendente da nobreza de Alba Longa e, consequentemente, de Eneias, fundaria Roma. 

³Referência a Rômulo, fundador de Roma, que matou seu irmão Remo.