A ESCRITA QUE SAI DE MIM
A minha escrita não vem do saber
Vem de um jeito torto de escrever.
Ela não nasce da sofisticação da literatura
Ela sai da ternura
Da doçura
Da amargura.
A escrita que faço
Descreve o abraço
Do riso indeciso
E do choro impreciso.
Escrevo a dor doída
Que sai do peito feito vida
A dor que dói quase perdida
Mesmo que seja uma dor vivida.
Não descrevo nada por que tenho a teia da escritura
Nem sou artífice da literatura
Apenas combino dor e a alegria
E a escrita que sai tem a forma de poesia!