Carlos Lucena

A ESCRITA QUE SAI DE MIM

A ESCRITA QUE SAI DE MIM

A minha escrita não vem do saber
Vem de um jeito torto de escrever.

Ela não nasce da sofisticação da literatura 
Ela sai da ternura
Da doçura
Da amargura.

A escrita que faço
Descreve o abraço
Do riso indeciso
E do choro impreciso.

Escrevo a dor doída
Que sai do peito feito vida
A dor que dói quase perdida 
Mesmo que seja uma dor vivida.

Não descrevo nada por que tenho a teia da escritura
Nem sou artífice da literatura
Apenas combino dor e a alegria 
E a escrita que sai tem a forma de poesia!