erinfeh

o louco quase sempre tem razão

o que devemos contemplar: o fim ou o começo da carne? viemos para ser abutres ou corvos da vida?

 

o silêncio entre o mudo e o surdo: é poesia.

do revoltado e do ignorante: prisão. 

dos jacobinos: medo e conformidade das dores.

 

talvez eu queira ser legal, para ter a graça do palhaço, ou iluminação, para ter a graça do santo. ambos têm isso em comum.

 

me acharam sábio. até eu achei, mas lembrei que sou ninguém. 

 

a ação que me faz bom é a mesma que me faz mal pra você. 

 

sou louco na poesia e na mente... ou mentem para mim?

 

a venda de pano que me foi imposta na visão, sobre minha concepção, me faz ser louco ao empunhar a lâmina da morte? Sou um poeta no escuro, com uma arma que fere o espírito.