Robeilton Lira

Renovação musical

Sair, ouvir um som e se divertir
com a massa que curte a sintonia
nunca ficamos na monotonia.

 

Vontade de aprender mais,
ações artísticas e culturais,
na resistência que admira
cada versão, uma nova lição,
atenção e cuidado na conexão.

 

Estilo específico e diferenciado,
sonoridade em todas as partes,
nos grafites, poesias,
pinturas e artes.

 

DJ scratch nas pick-ups,
street dance com habilidade,
recuperar o espaço subtraído
no contexto do tempo perdido.

 

Rádios com monopólios musicais,
interesses de quem faz,
nas culturas das localidades,
artistas da terra sem visibilidade.

 

Cena regional
esquecida é fácil
nunca viram tendências
de outros estados,
redundantes e exacerbadas.

 

Restringem oportunidades
para novos personagens
quem escreveu a história
não surfa na onda.

 

Pioneiros das antigas,
somente fazem de conta.

Nos acordes, no sopro,
no teclado e na percussão.

 

Rock, hip hop, rap, trap,
manguebeat, reggae, forró,
frevo e tecnologias.

 

Foram bons no passado
e continuam bons hoje em dia.

 

Ampliar a renovação cultural,
acabar com o monopólio musical.

 

Prioridade para artistas locais,
trocados por danos morais
a falência da cultura
há décadas não é novidade,
em festividades nas cidades.

 

Artistas regionais,
renomados e consagrados,
nas grades festivas,
esquecidos e isolados.

 

Quem manda fazer isso?

 

Não pagam para ver
passa 1 ano ou 2
para pagar o cachê?

 

Constantes enganadores,
prefeitos e governadores.

 

Inventam tendências
com lógicas anormais,
retirando espaços
de artistas locais.

 

Os motivos são fúteis,
com prioridades inúteis,
por estes ou aqueles
conflitos de interesses.