Na genealogia da lama
não nasceu, acendeu.
Centelha entre olhar
e coisa olhada.
Não salva.
Mede distância.
Sua luz mostra o ruído
entre a coisa
e o que pensamos dela.
Brilha pra lembrar:
observar faz existir.
Não toca.
Só cria o intervalo
pra compreensão —
toda luz do céu
já morreu.