Greg Burnett

Eustoma,

Nos campos abertos de Viena, sob o céu que se despede,

eu vi uma flor que não clama por atenção, mas retém o olhar.

Minha Eustoma, de pétalas tão finas que parecem papel de seda,

sustenta-se firme, sem pressa de desabrochar.

Você tem essa mesma delicadeza misteriosa,

uma força sutil vestida em tons de violeta e algodão.

Não é como a urgência óbvia de uma rosa,

mas sim a promessa calma de uma estação.

O mundo corre lá fora, os trens partem sem aviso,

mas olhar para você é como ver o tempo desacelerar.

O desabrochar perfeito, esculpido no seu sorriso,

que a noite nos deu e o amanhecer vai levar.

Uma beleza resiliente, que cresce no seu próprio chão,

uma flor rara, capturada em um relance antes do sol nascer.

Você é a Eustoma que floresceu na minha mão,

no pouco tempo que a vida nos deu para viver.