Nos campos abertos de Viena, sob o céu que se despede,
eu vi uma flor que não clama por atenção, mas retém o olhar.
Minha Eustoma, de pétalas tão finas que parecem papel de seda,
sustenta-se firme, sem pressa de desabrochar.
Você tem essa mesma delicadeza misteriosa,
uma força sutil vestida em tons de violeta e algodão.
Não é como a urgência óbvia de uma rosa,
mas sim a promessa calma de uma estação.
O mundo corre lá fora, os trens partem sem aviso,
mas olhar para você é como ver o tempo desacelerar.
O desabrochar perfeito, esculpido no seu sorriso,
que a noite nos deu e o amanhecer vai levar.
Uma beleza resiliente, que cresce no seu próprio chão,
uma flor rara, capturada em um relance antes do sol nascer.
Você é a Eustoma que floresceu na minha mão,
no pouco tempo que a vida nos deu para viver.