Maldito
Infinito
E imparável destino
Quem foi que te determinou
A me proibir de mutilar a mim mesmo
É porque seria uma escusa fácil
Também não posso ignorar ao senhor
Seria uma mentira impossível.
Os átomos que me constituem
E as moléculas que estes constituem
E os tecidos que hoje me tecem
E os pensamentos que me intuem
Tudo, tudo converge para um único ponto.
Infame
Perene
E implacável destino
Quem foi que me destinou
A ser o que sou
Foi minha própria fraqueza
A aspereza do mundo
A certeza que não mudo
Foi tudo, mas não foi nada
E para cada desejo em que me imbuo
Há um fracasso ao qual ele se destina
Incrível
Infalível
E factível destino
Quem foi que desdenhou desta pobre criança?
Insolúvel
Inaceitável
E volúvel destino
Por inteiro me devore, e me faça entender
Por que é que existo.