Talvez estivesse certo, limitado a tudo o que aconteceu
Não adianta, não me senti pronto, fadado ao meu próprio esquecimento
Mas, nunca estive tão consciente quanto agora, deixando toda a dor de lado
No peso das ações, estou indo atravessar ao outro lado
Sinta-se livre, como o vento ao norte
Esgotado, a minha realidade esteve bem abaixo
Aconteça o que acontecer, não vou me virar agora
Dentro de um espiral, não tenho mais medo do que pode me atingir
Me convença o contrário, só que provavelmente não vou escutar
No silêncio, dentro do meu próprio mundo, a bolha prestes a estourar
Não vai lembrar, nem se destacar, toda a roupa cheia de sangue, vou lavar
Toda essa dor, dentro de mim, a escuridão, aos poucos deve se dissipar
Sempre firme, sempre incomum
Aquele que nunca vai voltar, aquele que não precisa ser lembrado
Não será um herói, nem deixará nome em sua lápide
Apesar das amarras, apesar da cruz, ainda vou querer seguir em frente
No sol da manhã, na chuva da madrugada
Estou colocando as coisas importantes no devido lugar
Nenhuma expectativa, de nada, nem ninguém
Nada que me prenda, nada que me faça ficar, leve como o vento...