Noite negra como pólvora
Largo minha tristeza com desmazelo
Certa de que ficará onde eu abandonei e não voltará a me assustar
Como um polvo que solta sua tinta densa e segue sem se sujar
Ela dissolve, mas não poderá voltar
Como a pupila dilatada de um velho cego
O escuro tenta ficar, rodeando sem parar
Confuso como meus cabelos negros flutuando no mar
Nada atraente. Cansada, pelas ondas que batem e voltam em mim
É como o medo: incerto, que se faz e desfaz.