Formiguinhas, aqui, correm frementes,
Do azul do céu o sol me queima o rosto,
E nuvens tão distantes e dormentes,
Pesadas, vêm com chuvas ao meu gosto.
Essa física quântica, entrementes,
Diz ter a solução do pressuposto:
Teletransportam sonhos e sementes,
Além de uma internet– sem desgosto.
Tudo isso então me vem: sinto o progresso...
Mas um sentido traz-me a consciência
De que cheguei ao fim e sem regresso,
De nada eu sei de Deus e sua essência;
Mas uma coisa eu sei e não tropeço:
–É que bem eu vivi minha existência.